Recentemente li na comunidade de Paralisia Cerebral do orkut um tópico sobre um site de um jornalista cadeirante. No site do jornalista há um tópico bem interessante sobre como tratar alguém que tem Paralisia Cerebral.
Ah sim! Paralisia Cerebral para quem chegou por aqui hoje é exatamente a deficiência de Clara, tá certo?
Resolvi reproduzir o texto abaixo para que vocês entendam melhor o que é TER Paralisia Cerebral e como se comportar perto dessas pessoas. É um texto feito para derrubar barreiras e acabar com preconceitos.
A linguagem usada é um pouco engraçada e cheia de "gírias da área" para dar uma "quebrada no gelo".
Se quiserem ver as dicas no site original o link é: http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br/
Porém, se desejar leia abaixo mesmo, ok? Informação DAS BOAS para repassar para as pessoas que você conhece e para lembrar ao estar próximo de um portador de Paralisia Cerebral.
Dez dicas para não pagar de bobo com PCs
Um dos “pessoais” da Matrix de quem tem algum tipo de deficiência que mais se lasca é o povo que tem PC. Não, “zente”, não é o povo que tem os próprio computador
, é o povo que tem Paralisia Cerebral.
Esse “matrixianos” são, muita vezes, vistos como eternas crianças ou mesmo como pessoas que não tem vontade própria ou mesmo como sendo bocós. E não é naaaaada disso, não!
Os PCs podem possuir manifestações bem diferentes da “mamulenguice”. 
Alguns têm dificuldade no andar, outros no falar, outros tem de tudo mesmo
... mas todos, todos são capazes de interagir, de tocar suas vidas, de ser feliz.... cada um a sua maneira, cada um com suas necessidades!
Os casos de PCs que vencem os preconceitos e atingem o sucesso se multiplicam. Temos advogados, jornalistas, modelos, artistas... Mas muita gente ainda apanha ou faz papel de bobo na frente de uma pessoa que tem paralisia cerebral.
Por isso, o tio, um “minino bão” demais da conta, planejou mais um capítulo da séria dez dicas! (Aêêê) Esse post seria impossível sem a ajuda das minhas queridas leitoras Denise Crispim, aqui de São Paulo, e da Adriana Moraes, lá do Goiás! 
Como show a parte, tem as ilustras do parceirão total Marcio Baraldi que tão “maraviwonderful”!
1- Antes de ir chegando em alguém que te pareça “malacabado”, procure saber qual é a deficiência. Isso é importante especialmente no caso da paralisia cerebral, já que ela pode assumir várias formas.
O que parece, pode não ser. É comum que os mortais pensem que o tal que está numa cadeira - ou que tem limitações motoras - não entende nadica de nada do que está sendo dito e por isso se permitem fazer os comentários mais “inacreditíveis”:
“Coooitadinho!!!”. “Qual que é problema dele?”. “O que ela tem?”. “Ele nasceu assim?”. “Ela entende alguma coisa?”
2- Não trate a pessoa com PC como se ela fosse doente! Paralisia Cerebral não é doença! Isso vale até para médicos, acredite!
Paralisia Cerebral é uma desordem neurológica, um distúrbio do movimento e da postura causado por lesão cerebral ocorrida na gravidez ou nos primeiros meses de vida, normalmente causada por falta de oxigênio (hipoxia).
Perguntas como “ela é doentinha?” ou “qual é o problema dela”, são antipáticas e demonstram falta de sensibilidade. Pense bem, antes de fazer papel de “ridicolomen”.. rimou! 
3- Diante de um PC não ignore sua presença nem menospreze sua capacidade intelectual! Paralisia Cerebral não é doença mental, nego!!!!
Algumas pessoas apresentam déficit cognitivo (de entendimento, saca?) associado ao quadro motor, mas o que define a paralisia cerebral é uma disfunção motora e não intelectual.

4- Tente descobrir o melhor meio de se comunicar com um PC! Muitos deles apresentam prejuízos na fala o que evidentemente não significa que ele não possa se expressar.
Ainda que o matrixiano não fale, isso não quer dizer que ele não entenda. Se estiver interessado, tente se comunicar e observe a expressão da pessoa que tem meios muito eficientes de comunicação: sorrisos, olhares (ui), acenos.
Basta você querer e ter paciência que a conversa vai rolar.
5- Nem todo PC é cadeirante e nem todo cadeirante tem paralisia cerebral.
Algumas crianças com PC conseguem andar antes dos sete anos e outros nunca andarão. Depende da extensão da lesão, do tratamento etc.
Se a pessoa diz que tem PC e não usa cadeira de rodas, não diga: “ah, mas nem parece”, como se a lesão fosse algo a ser estampado no rosto de alguém.

6- A Paralisia Cerebral não é contagiosa, portanto não perca a oportunidade de conviver e aprender com a diferença.
Ensine as crianças que estão à sua volta que o simples fato de estar numa cadeira de rodas ou ter expressões diferentes daquelas com as quais se costuma conviver, não faz de um PC um ser com o qual não é possível brincar, conversar, se relacionar.
7- Não infantilize as pessoas com paralisia cerebral. Não se esqueça que na maioria das vezes a PC não acarreta comprometimento cognitivo (fica “ruizim” das idéias
) .
Todos crescem, amadurecem, envelhecem. O “malacabado” não se mantém crianças indefinidamente. É comum ver pessoas mal informadas sobre a deficiência quase fazendo bilu-tetéia com homens e mulheres de 20, 30 ou 40 anos. Alguém merece isso? Aff

8- Não olhe alguém com PC como um ser exótico. Estima-se que surjam de 30 mil a 40 mil novos casos de paralisia cerebral por ano no Brasil. Então, eles não são raridade nem bicho de sete cabeças.
9- Não tenha medo de se aproximar de alguém com uma órtese (vulgo aparelho ortopédico, bengalinha, etc). Algumas pessoas com PC usam aparelhos para corrigir posturas, evitar deformidades e melhorar funções.
Esses aparelhos não tornam seus usuários agressivos ou marcianos (apenas matrixianos emotion). Assim como algumas pessoas usam sapatos especiais, outras usam cadeira de rodas, umas usam próteses e outras usam órteses. E não vá mexendo, tirando ou tocando sem pedir autorização, mesmo das crianças! Se estiver curioso, pesquise e converse “de boa” com o “malacabado”.
10- Sempre vale o bom senso: nada de piedade, mas condições iguais, companheirismo! Normalmente, a pessoa com PC não precisa de tantos cuidados especiais. Aliás, a maioria precisa mesmo é de boas condições de acessibilidade.
Assim, não fiquei cheio de dedos em convidá-los para festas. PCs também fazem aniversário, vão ao cinema, viajam, estudam, namoram, compram e fazem tudo o mais que todo mundo faz.

Legal o texto, não é? Agora é só compartilhar com seus amigos, afinal de contas ninguém nasceu sabendo tudo sobre todas as deficiências, né?
Para finalizar, gostaria de mais uma vez agradecer o empenho de todos! Semana que vem teremos mais novidades!
P.S.: Lá em cima tem a foto de uma bebê sentadinha lendo o jornal. O rosto é de Clara! Foi uma montagem que fizemos!